A frase despertou essas reflexões sobre o que fazemos do amor. Se amor não é sentimento, é uma habilidade, tudo fica mais complicado e mais fácil. Mais complicado porque sentimento a gente simplesmente sente e pode vivenciar plenamente – só que não depende da gente. Mas se é uma habilidade, qualquer um pode desenvolver.
Pessoas que entram e saem de relações frustradas têm salvação, porque não foi um sentimento que não deu certo – talvez falte a elas desenvolver a habilidade de amar. Provavelmente não desenvolvemos essa habilidade porque estávamos esperando ser arrebatadas por um sentimento forte, louco, assustador.
Se amar é uma habilidade e como tal pode ser aprendida, depende então de nossa opção. Querer amar, aprender a conviver com o outro, aceitar as diferenças, dividir. Talvez seja esse o segredo de relações tão duradouras: os casais decidem que querem amar, apesar de tudo que possa vir – dos problemas, da falta de dinheiro, da chatice do outro, das doenças, do distanciamento...
Fica ainda mais interessante essa nova percepção se pensarmos que amar não se restringe ao nosso marido, namorado ou companheiro. Amar é algo muito maior. Amar nossos filhos, nossos parentes, nossos amigos – e, quem sabe, até alguns inimigos também. Afinal, se é uma opção, não tem restrições.
Não precisamos ficar parados esperando o sentimento chegar. Escolhemos: eu quero viver no amor. E cada passo nosso será dado nessa direção e todas as coisas ganham um sentido diferente – porque amar não é mais algo que vem de fora, é alguma coisa bem guardada dentro de nós, que decidimos despertar e convidar a fazer parte do nosso dia a dia.
Colunista: Viviane Pereira
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